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Evento Encerrado

Alice | Debaixo da terra mora minha mente soterrada | Teatro



Estreia dia 15/03, na Cidade das Artes, o espetáculo "Alice - Debaixo da terra mora minha mente soterrada". 

 

 

ALICE – DEBAIXO DA TERRA MORA MINHA MENTE SOTERRADA teve sua estreia em agosto de 2017 no Fringe Festival Edinburgh, na Escócia, onde ficou em cartaz durante um mês. Em seguida, em março de 2018, foi para o México para a realização de uma curta temporada. Inspirados nas obras Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho; e nos relatos sobre Lewis Carroll e sua curiosa relação com a personagem-título, a Companhia desenvolve um trabalho onde os temas da violência, do medo e da infância formam o principal eixo para a composição do espetáculo.  Alice se desenvolve numa atmosfera sensorial e dinâmica onde movimento, som e imagens compõem uma dramaturgia fragmentada, conduzindo o público ao universo lúdico, mas também, tenebroso da infância.

 

Em sua dramaturgia fragmentada, o espetáculo Alice – Debaixo da terra mora minha mente soterrada traz como protagonista uma adolescente branca que vive sob os cuidados de uma família negra. Mãe, Pai, Irmão e Madrinha tratam a menina com excesso de zelo e preocupação sobre o “mundo lá fora” que, segundo eles, é perigoso demais para pessoas como ela.

 

Num dia comum, Alice desperta de um pesadelo e ouve sua família aos gritos, tentando acordá-la para ir à escola. A partir deste momento, Alice vai enfrentando obstáculos que a colocam o tempo inteiro em questão sobre quem é, apresentando os conflitos de uma menina cujo corpo transita – talvez rápido demais – da infância à vida adulta. Os temas do medo, da infância e da violência formam o principal eixo para a composição do espetáculo. Ao longo do seu dia, um homem some e aparece em seu caminho diversas vezes. Ora oferecendo presentes e cuidados, ora querendo fotografá-la. Mas Alice não aceita, pois não gosta do que vê quando se olha no espelho. Se acha gorda, feia, não gosta da cor da sua pele e nem do próprio cabelo; apresentando possíveis distúrbios de autoimagem e uma inclinação a transtornos alimentares. Sendo assim, acha que ninguém se interessaria em fotografá-la de verdade, desconfiando das verdadeiras intenções daquele homem velho e enigmático. Em alguns momentos, este homem – uma alusão a Lewis Carroll, pseudônimo utilizado por Charles Lutwidge Dodgson, autor de Alice no País das Maravilhas – insiste em convidar Alice para “A hora do chá”, tradição britânica utilizada como metáfora para um mundo mais racional, concreto e hostil, onde geralmente morrem os sonhos e as fantasias da infância. A Mãe de Alice também insiste em fazê-la tomar o chá, reforçando a ideia de tentar trazê-la, o mais breve possível, ao que julga ser o verdadeiro mundo real. A partir disso, diversos acontecimentos – que vão da morte de seu “gato invisível” a um episódio de estupro – apresentam Alice a este “mundo real”, produzindo nela medo e, consequentemente, um desejo incessante de fugir. Enquanto tenta escapar, Alice se depara com seus próprios fantasmas, passando a questionar se esse mundo seria realmente o País das Maravilhas.

 

Alice é um grito. Um protesto ao áspero momento político mundial.  Através dessa obra ícone da literatura universal, buscamos criar um espetáculo que produza perguntas no público, abordando questões como o racismo, a violência de gênero, a instituição família, as relações de poder, a violência urbana entre outros temas que, dia após dia, nos atravessam nas esferas políticas, econômicas e sociais.

 

A Companhia

O BAK ARTES PERFORMATIVAS é um coletivo de artistas coordenado pelo diretor João Marcelo Pallottino que, ao longo dos anos, desenvolve uma pesquisa no campo da cena performativa, investigando – a partir do cruzamento de linguagens artísticas – a criação de uma cena híbrida, cruzando audiovisual, movimento, instalação, arte sonora e artes visuais em busca da produção de uma linguagem autoral na cena contemporânea.

 

 

PROPOSTA DE DIREÇÃO

O espetáculo é uma reflexão sobre o medo e o enfrentamento das fantasias de uma menina que atravessa um dia comum. Alice é uma obra ícone da literatura mundial, uma história que muitas vezes é associada a um público infanto-juvenil, porém sua complexidade ultrapassa a infância sendo uma obra de impacto ímpar para o público adulto.Criamos o espetáculo partindo de duas forças. O tema da violência, da crueldade como matéria-prima das sequencias que aparecem diante dos olhos da menina em um mundo perigoso, tomado de incertezas; bem como os polêmicos dados biográficos sobre o autor – Lewis Carroll – cujas acusações de interesses por crianças ultrapassariam o afeto comum. O País das Maravilhas seria um lugar ideal ou a possibilidade de fazer um encontro com seus próprios medos, seus fantasmas, sua própria fantasia?

 

As cenas se passam como composições fotográficas onde os acontecimentos não tem relação narrativa em evolução. Visualidade, som e movimento trazem um fluxo caótico que cria obstáculos para a trajetória da personagem-título. O espetáculo é uma experiência sensorial onde o real se confunde com o imaginário, a ficção com a biografia.

Teatro

Informações Gerais

Datas

15/03 a 14/04

Horários

Sex e Sáb – 20h

Dom - 19h

Local

Cidade das Artes

Sala

Eletroacústica

Classificação Etária

16 Anos

Preços

Inteira : R$ 40,00

Meia: R$ 20,00

Redes Sociais

ciadeborahcolker

Em caso de compra de ingresso pelo call center ou pelo site é possível escolher somente o setor que você deseja. O próprio sistema identifica as cadeiras livres no setor escolhido e emite os ingressos referentes aos lugares vagos. Comprando o ingresso diretamente na bilheteria da Cidade das Artes é possível escolher setor e cadeira.

Demais Eventos da Programação

Acompanhe nossa Programação On-line 17/04 a 28/12 Projetos CDA Você #ficaemcasa e a gente te entrega ao vivo: CULTURA, EMPREENDENDORISMO, CONHECIMENTO, ARTE, GASTRONOMIA, MÚSICA E MUITO MAIS.   Acompanhe a programação online que preparamos para você em nossas redes sociais: Facebook: cidadedasartes Instagram: cidadedasartes_ Twitter: fundcda Youtube: CidadedasArtes   Você é nosso convidado! Vem com a gente! [+] saiba mais Drive-in das Artes | Vendas Abertas 18/06 a 30/11 Outros Cine Drive-in das Artes é a mais nova opção de diversão para os cariocas A tela de mais de 200m² foi montada no estacionamento da Cidade das Artes e o local pode receber até 100 automóveis simultaneamente, com duas pessoas para sessões adultas e quatro, sendo duas crianças, para os filmes infantis. Todas as regras de segurança e higiene por causa da pandemia da Covid-19 serão seguidas e as vendas só acontecerão online. "A Palonvitas se uniu à Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Cidade das Artes para oferecer ao carioca mais uma opção de lazer em meio a esse momento delicado que vivemos. Queremos trazer de volta o prazer das pessoas verem um filme sem ser em casa. E tudo com a máxima segurança", explicou Felipe Palermo, um dos idealizadores do projeto e sócio da Palonvitas.  Para a prevenção de riscos à saúde de visitantes e funcionários, a novidade que se tornou símbolo da retomada das atividades culturais da pasta conta com um planejamento elaborado a partir de normas higiênico-sanitárias, como as Regras de Ouro e o protocolo específico para eventos criados pela Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses. "Desde o início das restrições nós refletimos com outros órgãos da Prefeitura, setor cultural e a sociedade civil, as formas de oferecer entretenimento e arte à população. Durante esse tempo, a secretaria realizou atividades online com um empenho incrível de nossas equipes. Só nas nossas redes, cerca de 370 mil pessoas curtiram projetos de sucesso como o Vira Rio Cultural no Dia do Trabalhador, ou o Cinema nas Janelas da RioFilme. A Cultura nunca parou, mas agora o Drive-In simboliza a retomada com todo o charme do cinema dos anos 70, em um momento que discutimos protocolos sanitários para a reabertura dos equipamentos com segurança", explicou o secretário municipal de Cultura, Adolfo Konder. A venda exclusiva de ingresso online é uma das medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus. Na entrada do drive-in, um funcionário usando equipamentos de proteção individual (EPIs) vai orientar o público sobre a localização da vaga comprada pela internet. Os lanches serão entregues através da janela do carro e somente com a utilização das máscaras. E para ir ao banheiro, o visitante será transportado em um carrinho de golfe. Não haverá filas e os sanitários serão higienizados a cada uso. "Assim que saiu o decreto em março, nós pensamos que o Drive-In seria uma alternativa realmente viável porque o contato pessoal é zero, você não sai do carro. Começamos a buscar parcerias e hoje temos muita alegria de realizar esse projeto para a cidade do Rio de Janeiro. Idealizamos todos os detalhes para trazer o charme do drive-in dos anos 70, e agora a ideia é expandir e pensar em novas atrações ao ar livre, considerando o excelente espaço que temos", resume a presidente da Cidade das Artes, Renata Monteiro. [+] saiba mais