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Dezembro de 2021

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Dezembro de clássicos no Rio tem volta da Osesp à Cidade das Artes e festival que une música e arquitetura

Osesp na Sala São Paulo, em novembro: formação volta à Cidade das Artes depois de cinco anos Foto: Isadora Vitti/Divulgação

Temporada terá ainda apresentação de Bruce Liu, pianista canadense vencedor do 18º Concurso de Piano Frédéric Chopin, acompanhado pela OSB

Nelson Gobbi - 04/12/2021 - 03:30 / Atualizado em 04/12/2021 - 09:09

Além das obrigatórias músicas natalinas saindo das caixas de som das lojas de departamento, os sons do Rio em dezembro vão do batuque das rodas de samba, já antecipando o carnaval em alguns meses, à MPB e ao pop rock das (agora reabertas) casas de show. Em 2021, a música de concerto também disputará os ouvidos e a atenção do público da cidade, em uma temporada que seguirá durante o mês, marcando não só as festas de fim de ano, mas também o reencontro das orquestras com o público, após quase dois anos de restrições causadas pela pandemia de Covid-19.

Neste fim de semana, a Cidade das Artes dá o pontapé na temporada, que vai até dia 19, no espaço. Hoje, a Orquestra Rio Sinfônica apresenta um programa com obras de Tchaikovsky; amanhã, a Grande Sala receberá o Concerto de Natal Solidário da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro. A data mais aguardada da programação do local (que também receberá a Camerata Jovem do Rio de Janeiro e a Orquestra Sinfônica Brasileira) será a volta da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) à Grande Sala depois de cinco anos. No dia 12, a formação regida pelo maestro suíço Thierry Fischer apresenta na casa da Barra um programa que une peças do russo Sergei Rachmaninoff e o argentino Astor Piazzolla à obra inédita “Chegança e ímpeto”, assinada pelo brasileiro Paulo Costa Lima.

A relação da cidade com a música de concerto seguirá a partir do dia 10 com a primeira edição do Festival Interativo de Música e Arquitetura (Fima), que levará apresentações a joias arquitetônicas como o Real Gabinete Português de Leitura, o Parque Lage, o Sítio Burle Marx, o Outeiro da Glória e a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé. Outro palco nobre dos clássicos na cidade, a Sala Cecília Meireles terá como destaque de sua programação do mês a presença de Bruce Liu, vencedor do Primeiro Prêmio no 18º Concurso Internacional de Piano Frédéric Chopin de Varsóvia, que se apresenta no Rio (12), em São Paulo (14) e Brasília (16).

Para a Osesp, além da última apresentação de 2021, o concerto no Rio marca a volta das viagens da orquestra: é a primeira performance fora do Estado de São Paulo após a quarentena. No segundo semestre deste ano, Thierry Fischer finalmente pôde assumir plenamente a formação após substituir Marin Alsop em janeiro de 2020 (a maestrina atualmente é diretora musical da instituição). O suíço ficou de março a novembro do ano passado fora do Brasil, e, com o aumento dos casos de Covid-19 este ano, só voltou ao país regularmente depois de junho.

— Claro que senti uma certa frustração por não poder estar perto da orquestra da forma que gostaria. Mas, ao mesmo tempo, isso me fez entender mais ainda o tamanho desta responsabilidade. Mesmo com a pandemia, chegamos a milhares de pessoas, através do streaming. A música é como um elemento da natureza, como o vento, a tempestade, que nada pode conter — comenta Fischer.

A Osesp volta ao Rio em uma iniciativa conjunta das secretarias de Cultura do estado de São São Paulo e do município e do estado do Rio. A apresentação no Rio é vista como uma prepara a orquestra para a retomada do calendário de viagens, que em 2022 prevê concertos nos EUA e na Itália.

— Estamos passando por um momento que chamamos de normalidade controlada. Com base na ciência, retomamos os concertos presenciais e as viagens, mas caso a situação da pandemia mude, podemos avaliar ajustes — diz Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de São Paulo.

A abertura hoje do dezembro de clássicos da Cidade das Artes traz também uma expectativa especial para a Orquestra Rio Sinfônica, projeto idealizado pelo maestro Mário Barcelos e o pianista Nivaldo Tavares, que fez sua estreia em fevereiro de 2020 justamente no local. A partir de repertórios conhecidos do grande público, a proposta da formação é quebrar barreiras em relação à música de concerto.

— Ano passado, recebemos um grande público da Zona Oeste, muita gente indo ao primeiro concerto de sua vida. Queremos quebrar estes tabus, de que o clássico é inacessível ou que é preciso se vestir a caráter para ir a uma apresentação. A pessoa pode vir da praia, de um passeio, calçar seu tênis e ir desfrutar de um repertório que ela talvez nem acha que conhece, mas vai identificar logo nas primeiras notas — destaca Tavares.

Coordenador artístico da OSB, Nikolay Sapoundjiev também refuta a ideia do sinfônico como oposto de popular. Tanto que prefere falar em música de concerto a clássicos, por entender que clássico pode ser qualquer manifestação cultural que atravesse o tempo. Um dos projetos da orquestra este mês vai justamente nesta linha: além das apresentações na Cidade das Artes e na Sala Cecília Meireles, a formação encerra nos dias 7 e 8, no Vivo Rio, a série “A OSB do Brasil”, com ênfase na música do Nordeste, com participações Elba Ramalho e Maestro Spok, e regência de Lanfranco Marcelletti.

— A maioria dos temas que conhecemos como clássicos hoje foram adaptados por compositores do folclore de seus países de origem. A palavra folclore quer dizer “conhecimento de um povo”, que é a raiz de todas as grandes produções culturais. E o do Brasil é riquíssimo, e ainda há muito a ser explorado — observa o búlgaro radicado no Rio. — Quando uma formação sinfônica toca estes repertórios, ela apenas abre mais possibilidades de explorar musicalmente os temas.

Na Sala Cecília Meireles, no dia 12, a OSB irá acompanhar Bruce Liu, pianista canadense de 24 anos que cumpre uma movimentada turnê após vencer o Concurso Chopin, em outubro. Após tocar na Coreia, no Japão e em Israel, e a caminho da Bélgica, o músico está ansioso para finalmente se apresentar para o público latino-americano:

— Será ótimo para conhecer um público que dizem ser muito apaixonado e para fugir um pouco do inverno da Europa e da Ásia. A agenda tem sido corrida depois do concurso, mas tenho que aproveitar a minha idade para enfrentar o jet lag — brinca Liu. — A audição em outubro foi a primeira vez que toquei para o público desde o início da pandemia. Está sendo um privilégio compartilhar minha paixão por Chopin com as pessoas, neste momento.

Outro projeto com música de concerto desenvolvido na pandemia , o Festival Interativo de Música e Arquitetura terá início dia 10, no Real Gabinete Português de Leitura, com apresentação da soprano Marília Vargas acompanhada pelas cordas dedilhadas de Guilherme de Camargo. Como em todas as datas do projeto, um especialista em arquitetura vai comentar a relação entre o local e o repertório (na estreia, será a vez da arquiteta Noemia Barradas). Entre janeiro e maio, o público poderá ver pelo site do evento as apresentações captadas em tecnologia 360 graus.

— O projeto é inovador não só por levar a música de concerto para espaços da cidade, mas também pelo fato de relacionar os temas selecionados ao estilo arquitetônico e das artes decorativas do local — explica o músico e produtor Pablo Castellar, idealizador do evento. — Para quem não puder acompanhar as apresentações em dezembro, o site trará uma experiência realmente imersiva, entre música e o ambiente.

O mês de clássicos também terá outras apresentações na cidade. Sob a regência de Ira Levin, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio dividirá o palco com a soprano Camila Titinger, nos nos dias 11 e 12, na Série Vozes; e com a pianista Linda Bustani, dia 17, na Série Mozart. A Orquestra Petrobras Sinfônica (Opes), regida por Isaac Karabtchevsky, vai se apresentar nos dias 8 e 19, na Sala Cecília Meireles. A programação da Sala também programa performances do Quinteto Villa-Lobos (amanhã); da soprano Doriana Mendes e da pianista Ingrid Barancoski (dia 10); e da Abstrai Ensemble (dia 11).

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